terça-feira, 8 de janeiro de 2008

TEMPLÁRIOS - poema 05


Caminhei neste fim de noite
como (uma) morta sem melancolia;
apenas eu, a ferida aberta de tua cama,
a que soluçava pelo socorro da palma da mão de Deus.
E eu adorando teu nome, vinda de tantos tormentos
de mãos cansadas estendidas de derrubar dinastias,
adorando teu nome, como um segredo divino.
E eu, pomba-rapina, aprendi o silêncio
que teus olhos impunham.
Calei de mim o que havia sido minha alma
Para deitar em teu corpo minha pele.
Suspensa, sem Deus, vestida de todas as chaves
para as quais não há nenhuma porta
esperei a pão e água por cada rasgo de suas mãos na minha alma;
e a cada instante, me era revelado um teu novo e último nome.




vertumnus e pomona - camille claudel, 1905

9 comentários:

MiNi disse...

Olá Bela Senhora, dona de olhos iluminadamente falantes!!

Vejo que não diminuístes a força dos teus versos e reversos... leio tuas palavras e parece-me que me ouço silenciar...

Querida, estonteante te ver de perto e triste não mais te ver...
Como vai você?
Ainda tenho medo de falar com quem sabe o que diz, sinto-me como a criança que, repreendida muitas vezes, por mal dizer, não diz mais ou tem um grande temor de fazê-lo... Mas o curioso é que eu faço mesmo assim!

Senhora, eu vim, apenas, desejar-te bons anos, vida sublime e imponente, cultivada nos grãos de mostarda que derramas cada segundo da tua existência sublime... Que o amor perpetue, que a tua história de lutas e de vitórias...
Bons anos para a senhora e para o homem que te preenche O espaço. Bons anos 2000 e que no centésimo deles as gotas de orvalho que passeiam nos teus olhos, ainda, banhem corações carentes, iguais ao meu...

Que tua luz brilhe sempre e sempre mais!

Humildemente,

MiNi.

Álvaro Andrade disse...

Olá, Fulana!
(eu acho estranho chamar assim, mas sei que não tem nada a ver)

Obrigado pela visita e pelos votos de bom ano. São também meus para você, e que também encontre sua empresa-alma, com milhões de isqueiros e cafés e um tantinho de personalidade, pra vc fazer charme, como deseja.

Sobre a tal festa das Tramontinas, sua pergunta acabou neu escrevendo no Blog um textinho que foi parar .
Leia lá, tá tudo explicadinho.

Bjo.

Álvaro Andrade disse...

Eita, ficou uma confusão aí, mas dá pra entender.
A propósito, gostei muito do poema. Acho que um dos melhores que vi por aqui.

anjobaldio disse...

Belos poemas para um bom início de ano.

Renata Belmonte disse...

Dona Fulana,
Venho deixar um bj nessa visitinha.

Adriano Caroso disse...

Adorei conhecer seu espaço. Só que não vou cortar!

Danilo de O Grito disse...

olá!
os meus são os q tem D. Aleatório ou Dan Grito
obrigado pela atenção
vc viu i blog do GRITO?

anjobaldio disse...

Ôi Fabrícia, se você tiver um tempo, dê uma olhada no vídeo TATURANAS lá no meu blog. Grande abraço.

Sal e poesia. disse...

Perfeito.

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