Entre nós, vultos submersos
Se buscam em movimentos espectrais
Sombras que choram mortes prováveis
em apartamentos labirínticos
Demônios que sepultam nos corpos,
amores primitivos.
Então ruímos no tempo
A cada gozo, a cada estrondo de dor
a cada morte dos anos
Cantamos o lirismo dos loucos
Tombamos no riso dos ébrios
Compomos juntos os últimos cigarros
Traçamos a arquitetura do inabitável.
poema do livro Ritos de Espelho, 2002

Ismael Nery, Composição surrealista
Um comentário:
a ultima frase "matou a pau".
http://lucasrohan.blogspot.com
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