
ADÁGIO DE RESPOSTA
(para um ensaio poético sobre o Adágio de Tomaso Albinoni)
Pensei sobre os dias que se foram
e em toda poeira em meus cabelos
em toda finura das coisas cortantes
fio de navalha
por onde seguiam as horas
que me lançavam
ao abismo
dos seus braços abertos.
Os silêncios são ocos e graves
E os cheiros que refaço
Queimam como tóxico.
poema do livro Ritos de Espelho, 2002
Um comentário:
queima bem lentamente.
é preciso andar sobre os fios e principalmente de navalhas.
existem pessoas que querem segurança, mas a vida é uma autentica areia movediça quem quer segurança que procure a morte. Ela sim é bem segura. E fabricia seu poema não é uma advertencia antes é uma musica do desencanto. belo, firme, porem nos descaminhos todos os caminhos são turvos.
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