quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Mas Fulana será gente? Estará somente em ópera?

Ray Caesar - FOD



A poesia de Fabrícia Miranda vem revelar uma poética feminina eivada de sangue e suor.
Em Fabricia Miranda, há um estado acima da loucura e da razão, algo que só quem está antenada com anjos que tocam trombetas e sopram nos ouvidos versos líricos pode dar o ar da graça (...)

Seus olhos são como esmeraldas e de tão linda, já é um poema que Deus nos legou. Adoro a poética e a pessoa de Fabricia Miranda e como amo! 


Miguel Carneiro 

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(...) E há ainda o caso da Fabrícia Miranda, também vencedora do Braskem, de 2002. Quem quiser ler boa poesia que vá ao blog da moça. 

A poesia de Fabrícia Miranda é "curta e grossa", mesmo quando lírica. Há sempre destroços no asfalto, mas uma esperança de que chegue logo o resgate - que é sempre ela mesma, a poeta. Tudo o que ela escreve acerta nossa veia. Mas não se trata de poesia meramente "violenta". A poesia de Fabrícia é muito bem escrita, revela forte conhecimento do idioma e seus melhores recursos, além de evidente maturidade para com seus sentimentos e a forma menos óbvia de manifestá-los. Tenho estado muito cansado com o que chamo de "poemas sensíveis demais", feito por mulheres que falam de uma borboleta, da brisa, do ocaso, dos passos da bailarina etc... São sempre poemas anódinos, pálidos, anêmicos, aquele tipo de escrita que espera do cotidiano de bandeira toda a sua possível epifania... Ledo e ivo engano. A andorinha, o porquinho-da-índia e as pernas de Teresa jamais me disseram nada, e quando "atualizados" por essas mulheres, dizem o oposto do nada: um tudo niilista...

Henrique Wagner

Comentário postado no blog do Herculano Neto

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Inegavelmente, um bonito poema, fazendo lembrar no andamento lírico, mas não na construção, nem a tônica sensual, o famoso "Leda e o Cisne" ("Leda and the swan"), do irlandês J. B. Yeates, do qual há uma bela tradução para o português de José Paulo Paes.

Florisvaldo Mattos, comentário sobre o poema "O cisne"

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Meus votos de que ela continue a descobrir os mistérios da poesia! 


Conceição Paranhos


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Cada palavra tem seu valor, sua força, seu uso devido... só quem sabe fazer poesia pode se dar a tal luxo... e Fabrícia pode...

Silvério Duque


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A programação da Bienal (Bahia-2009) está muito mais variada e atraente do que na edição anterior. A seleção dos poetas e cordelistas que participam de recitais (em três sessões diárias, às 18h, 19h10 e 20h20), organizada por José Inácio Vieira de Melo, tem sido um painel significativo da produção poética baiana atual, com representantes dos mais diversos estilos, dicções, tradições, linguagens (e níveis de qualidade também). Do que até agora assisti, o que mais apreciei foi a segurança com que Fabrícia Miranda apresentou seu trabalho, atendo-se à palavra e ao texto e evitando o que poderia facilmente descambar para arroubos emotivos.

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Poesia com forte ânsia, loucura, beleza, segredos do universo feminino, maravilhosa..

Luciano Fraga 

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Uma vez Pablo Sales me deu um livro de poemas da Fabrícia Miranda, e li de uma vez só. Maravilhosa poeta. 

Nelson Magalhães

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... Eis Fabricia Miranda, menina com um amarelo esverdeado onde Oxum se percebe pelas palavras e pelo cheiro. Estes, símbolos da menina e da poeta. Delicada, sensível, capaz riscar as mãos com sua própria espada, só para seguir em defesa de seu destino. E como o destino de uma poeta é um encanto, Ora ye ye; que a loucura sempre ritualize nossa criação, porque a nossa loucura é viva.

João de Moraes Filho 

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Fabrícia, minha prinspa-poeta, que os loucos continuem a lavar teus versos com suas lágrimas e a lamber tua pele para que ela continue assim: a mais fina porcelana da China. Ontem, eu estava na Caatinga, literalmente atravessando a Caatinga, debaixo de chuva, e a minha pele sendo lambida pela língua áspera das urtigas, recebendo o anestésico dos espinhos de quiabento, na companhia de Fafafa, o Priquito e de Garanço, o sabiá  Mas o meu pensamento era uma cimitarra a deslizar pela geografia da poeta dos espelhos e seus ritos. O meu pensamento, os meus sentidos e o meu sentimento eram - e agora são - para ti - imbuídos do mais forte desejo de Luz, de Poesia, de Paz. É isso, eu desejo esse monte de coisas, dessa forma desordenada,atabalhoada e sincera.

José Inácio Vieira de Melo 

Um comentário:

Renata Belmonte disse...

Ah, Fá!
Que lindo! Minha admiração por você e sua poesia é enorme também!
Beijos,
Renata

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